Quanto custa sinalização digital? Guia de preços sem letra miúda

Perguntar quanto custa sinalização digital costuma render a mesma resposta em todo lugar: "depende, fale com um consultor". Depende mesmo — mas depende de coisas que dá para explicar em cinco minutos, e o fornecedor que não explica geralmente tem um motivo para não explicar.
Este artigo abre a conta inteira: as três partes que compõem o custo, os valores que a CriaTv cobra de fato, os custos que costumam aparecer só depois da assinatura e como calcular o seu caso antes de falar com qualquer vendedor.
A conta tem três partes, e só uma é mensal
Quase todo orçamento de sinalização digital se decompõe em três itens. Separá-los é o que permite comparar propostas que parecem diferentes:
- A tela. Na maioria dos casos, R$ 0 — você usa a TV que já tem. Monitor profissional só se justifica quando a tela fica ligada quase o dia inteiro, quando pega sol direto na vitrine ou quando o brilho de uma TV comum não vence a luz do ambiente.
- O aparelho que reproduz o conteúdo. Compra única. Pode ser um dispositivo dedicado ou um aparelho de streaming que você já tenha — em alguns planos ele vem incluso.
- A mensalidade da plataforma. É o único custo recorrente e o que mais varia entre fornecedores. É também onde a falta de preço publicado esconde as diferenças maiores.
Quem soma tudo num número só ("projeto de R$ 4.500") está misturando o que você paga uma vez com o que você paga para sempre. Peça a separação — ela muda completamente a comparação entre duas propostas.
Quanto custa sinalização digital na CriaTv
Publicar valor é raro no setor, então aqui vão os nossos, abertos. A cobrança é por estabelecimento, e telas adicionais no mesmo endereço custam bem menos que a primeira — porque o trabalho de manter um endereço no ar não dobra quando você pendura a segunda TV na parede.
- Livre — R$ 0. Um estabelecimento, uma tela, no seu próprio aparelho, com 1 GB para seus vídeos. Em troca, a CriaTv exibe um anúncio próprio na sua tela a cada 3 minutos.
- Essencial — R$ 119 por mês por estabelecimento, mais R$ 39 por tela adicional no mesmo lugar. No plano anual sai por R$ 99 (R$ 33 a tela adicional), com dois meses grátis e o aparelho incluso. Inclui 10 GB, todos os canais prontos, telas personalizadas com sua marca e o app do operador no celular.
- Pro — R$ 199 por mês por estabelecimento, mais R$ 59 por tela adicional. No anual, R$ 169 (R$ 49 a tela adicional). Inclui 50 GB, canais automáticos com IA, videowall e relatórios por e-mail.
Não há taxa de setup nem fidelidade em nenhum deles, e o teste são 15 dias sem cartão. Os valores atualizados ficam na página de planos e preços — quem tem rede grande ou revende mídia negocia condições próprias, porque volume não cabe em tabela pública.
Três contas prontas
Traduzindo para situações reais, no plano Essencial anual:
- Uma lanchonete, uma tela no balcão: R$ 99 por mês.
- Um restaurante com três telas no mesmo salão: R$ 99 da primeira + R$ 33 + R$ 33 = R$ 165 por mês. A segunda e a terceira saem por um terço da primeira.
- Uma rede de cinco lojas, uma tela em cada: 5 × R$ 99 = R$ 495 por mês. Aqui não há desconto por tela adicional, porque são cinco endereços diferentes.
Essa é a lógica que mais confunde na hora de orçar: o que encarece é o número de endereços, não o número de telas. Se a dúvida é pendurar uma segunda TV no mesmo salão, o custo marginal é pequeno.
Os custos que aparecem depois

A mensalidade é a parte fácil de comparar. O que estoura orçamento é o que não estava na proposta:
- Taxa de instalação e setup. Alguns fornecedores cobram de R$ 500 a alguns milhares por ponto, às vezes só zerada em contrato longo. Pergunte antes, não depois.
- Fidelidade. Contrato de 12, 24 ou 36 meses transforma um teste em compromisso. Se o fornecedor precisa de fidelidade para te dar um preço, o preço não é aquele.
- Cobrança por usuário. Plataformas que cobram por login encarecem exatamente quando a operação cresce e mais gente precisa mexer.
- Armazenamento. Vídeo pesa. Plano com pouco espaço vira upgrade forçado no terceiro mês.
- Arte. Este é o mais subestimado de todos. Se cada alteração depende de um designer, o custo real não é a mensalidade — é o orçamento de criação que você vai pagar todo mês. Procure modelos prontos que você mesmo edita, e canais que se atualizam sozinhos.
- Visita técnica. Sem diagnóstico e atualização remotos, todo problema vira deslocamento. Duas visitas pagam um ano de mensalidade.
O que realmente muda o preço
Três variáveis explicam quase toda a diferença entre um orçamento de R$ 100 e um de R$ 800 por tela:
Quem faz o conteúdo. Plataforma em que você mesmo monta a grade custa uma fração de uma operação em que alguém monta por você. Nenhuma das duas é errada — mas são produtos diferentes, e comparar as duas pelo preço é comparar aluguel de carro com motorista particular.
Se o hardware está incluído. Um contrato que inclui equipamento, instalação e manutenção sempre parece mais caro por mês, porque é uma compra diluída. Compare o custo de 24 meses, não o da primeira fatura.
Quantos endereços. Como já vimos, é o multiplicador principal. E é também onde vale conversar: quem opera uma rede de unidades costuma ter condições diferentes das da tabela pública.
Um custo que quase ninguém coloca na conta, mas que existe, é o da tela parada. Se a programação some quando a internet oscila, o prejuízo não está na mensalidade — está na vitrine apagada num sábado cheio. Vale entender como funciona o playback offline antes de comparar apenas números.
Como a tela pode reduzir o próprio custo
Duas formas, e a segunda exige honestidade.
A primeira é direta: a tela substitui gasto que já existe. Se o estabelecimento imprime cardápio, cartaz de promoção ou banner de campanha, esse dinheiro já sai todo mês. Uma padaria que reimprime tabela de preços a cada reajuste costuma descobrir que a mensalidade cabe dentro do que gastava em gráfica — e o cardápio digital na televisão muda em minutos, não em dias.
A segunda é vender espaço na própria tela para negócios vizinhos e fornecedores. Funciona, e há quem cubra a mensalidade assim — mas não é receita garantida: depende do perfil do público, da localização, da circulação e da demanda de anunciantes na sua região. Trate como possibilidade, não como desconto certo. Se o assunto interessa, escrevemos sobre como vender anúncios em telas com os números que fazem sentido pedir.
Perguntas frequentes sobre preço de sinalização digital
Quanto custa colocar uma TV para exibir conteúdo na minha loja?
Se você já tem a TV e um aparelho compatível, é possível começar de graça — o plano Livre da CriaTv atende um estabelecimento com uma tela, em troca de um anúncio nosso a cada 3 minutos. Para uma tela sem anúncios de terceiros, com modelos personalizáveis e suporte, a conta parte de R$ 99 por mês no plano anual. O que costuma faltar no orçamento não é a plataforma: é o custo de manter o conteúdo atualizado.
Preciso pagar instalação ou taxa de setup?
Na CriaTv, não — não há taxa de setup nem fidelidade. Mas é uma pergunta obrigatória com qualquer fornecedor, porque a prática varia muito: há quem cobre por ponto instalado e há quem zere a taxa apenas mediante contrato de 24 ou 36 meses. Peça o valor da instalação por escrito e confirme se ele está condicionado a prazo.
Sai mais barato pagar por ano?
Sim, e a diferença é significativa: no anual você paga o equivalente a dez meses e o aparelho vem incluso. O que muda é o desembolso — R$ 99 por mês no plano anual significa R$ 1.188 cobrados de uma vez. Se o caixa é apertado, o mensal existe justamente para isso e não tem fidelidade.
Quanto custa para uma rede com várias lojas?
A conta base multiplica pelo número de endereços, não de telas: cinco lojas com uma tela cada custam cinco vezes a primeira tela, enquanto cinco telas na mesma loja custam bem menos. Acima de um certo volume, porém, a tabela pública deixa de ser o melhor caminho — redes têm condições próprias, negociadas caso a caso.
Antes de pedir orçamento
Leve três números da sua operação: quantos endereços, quantas telas em cada um e quanto você gasta hoje com material impresso. Com isso, qualquer proposta séria pode ser avaliada em minutos, e você percebe rápido quando um orçamento está caro por incluir algo que você não vai usar.
E desconfie de uma coisa só: fornecedor que não publica preço costuma cobrar por perfil de cliente. A CriaTv publica os valores abertamente na página de preços porque a conta é simples e não melhora quando escondida. Se você ainda está entendendo o assunto antes de comparar propostas, comece pelo texto que explica o que é sinalização digital e como funciona na prática.
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Quer testar isso na TV que você já tem?
A CriaTv transforma uma TV comum em canal de comunicação gerenciado pelo navegador. O plano Livre é gratuito e não pede cartão — dá pra ver funcionando antes de decidir qualquer coisa.